Honestino Guimarães

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Embaixada da Venezuela é invadida em Brasília

Por volta de quatro horas da manhã do dia 13 de novembro de 2019 a embaixada da Venezuela em Brasília foi atacada por um grupo de supostos partidários do quase esquecido Juan Guaidó e apoiadores brasileiros. Tudo leva a crer que a queda de Evo Morales, obrigado a renunciar ao governo da Bolívia sob ameaça de massacre do povo boliviano, mesmo depois de ganhar as eleições presidenciais no primeiro turno, deu novo alento à ofensiva imperialista na América do Sul.

Com um governo de extrema-direita no Brasil e a deposição do governo indígena da Bolívia, para os direitistas, o momento da reunião do BRICS em Brasília é hora de atacar a Venezuela.

A Polícia Militar brasileira, em vez de defender a embaixada, território de outro país, parecia facilitar a ação dos atacantes. Na embaixada residem muitos funcionários e suas famílias, incluindo crianças. As autoridades diplomáticas venezuelanas tiveram a sabedoria de não rechaçar os invasores com armas, o que poderia fornecer o pretexto para iniciar uma guerra.

O atual presidente do Brasil, logo que foi eleito propôs iniciar uma guerra contra a Venezuela. O Itamaraty hoje declarou apoio aos invasores, que teriam a pretensão de instalar uma representação ilegítima, em nome do adversário fantoche do governo da Venezuela. Esta agressão impensável é totalmente avessa à tradição da diplomacia brasileira, conhecida por sua ação pacífica e mediadora.

Pode também estar sendo criado um clima de tumulto e agitação com a intenção de envolver Lula e fabricar pretextos para mandá-lo de volta à prisão.
A atual política externa brasileira , 155 anos depois do início da guerra do Paraguai, fez com que um século e meio de paz fossem ameaçados com a provocação de hoje, que poderia desencadear uma guerra. E talvez esta fosse a real intenção dos mandantes da invasão à embaixada da Venezuela.

Militantes políticos e de movimentos sociais ficaram o dia inteiro em vigília diante da embaixada venezuelana. Só à noite os invasores deixaram o local, depois de inaugurar no país um ato de provocação a um governo estrangeiro.

Feito com amor em memória de Honestino Guimarães.

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