Honestino Guimarães

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Augusto Buonicore


Mais uma perda diante da qual só nos resta repetir, consternados, o clichê: irreparável. Na última quarta-feira, 11 de março, em Campinas, Augusto César Buonicore não resistiu à infecção contraída depois de um autotransplante de medula.

Formou-se em História pela PUC- Campinas e graduou-se mestre em Ciência Política pela Unicamp Militante do PCdoB desde o início dos anos 1980, era membro do comitê central do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) e integrante da diretoria da Fundação Maurício Grabois. Em Campinas atuou no movimento sindical.

Sua contribuição ao PCdoB, como dirigente foi marcante e rica em contribuições para o registro e resgate histórico do papel do PCdoB no cenário político do Brasil. Produziu numerosos artigos, e difundiu o marxismo e ideias progressistas em muitas palestras e entrevistas. A qualidade e seriedade de seu trabalho renderam-llhe respeito e admiração nos meios intelectuais.

Graças a ele, a realização do Congresso da UNE em 1971, no Rio de Janeiro, em um quadro de endurecimento da ditadura veio a público. Nesse congresso Honestino Guimarães foi eleito presidente. Só em 1979 a UNE pôde ser reorganizada. Augusto Buonicore publicou Marxismo, história e a revolução brasileira: encontros e desencontros; pela Fundação Maurício Grabois. Meu Verbo é Lutar: a vida e o pensamento de João Amazonas e Linhas Vermelhas: marxismo e os dilemas da revolução, foram publicados pela Editora Anita Garibaldi.

Em Campinas, trabalhava no Museu da Cidade e no Museu da Imagem e do Som, sobre a memória da cidade. Deixou esposa e uma filha e saudades entre os que com ele conviveram, além de uma lacuna difícil de ser substituída entre os que lutam pela propagação de ideias progressistas e pelo avanço da sociedade humana.

Feito com amor em memória de Honestino Guimarães.

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