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Bem Vindo

Ao portal de informações sobre Honestino Guimarães.
Idealizado por Luiz Carlos Monteiro Guimarães.
Responsáveis: Betty Almeida e Katia Aguiar.
Agradecimentos a: Maria Rosa Leite Monteiro (em memória)
Norton Monteiro Guimarães (em memória)
Sebastião Lopes Neto
Ivonette Santiago de Almeida
Salvador Coaracy
 

UNE

Durante os anos seguintes a UNE não teve um funcionamento regular, com dirigentes desaparecidos, assassinados, banidos, presos ou confinados a uma clandestinidade que impedia a atuação direta junto à massa estudantil, a alma da UNE. Em 1973 e 1975 não foi possível organizar congressos. Só em 1976, ainda em plena ditadura, voltaram a ocorrer manifestações estudantis. O I Encontro Nacional de Estudantes (ENE) inicia os debates visando à reconstrução da UNE. O Congresso de Reconstrução da UNE ocorre em 1979 no Centro de Convenções em Salvador, ainda em obras, desafiando a ditadura que já se desfazia. Ali foi votada uma Carta de Princípios, definindo para a UNE uma posição ao lado dos trabalhadores e Rui César Costa e Silva foi eleito presidente. Em 22 de setembro de 1977, o ato público realizado no campus Monte Alegre da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em apoio ao 3º Encontro Nacional de Estudantes, proibido pelo regime militar, é reprimido por forças policiais da ditadura chefiadas pelo coronel Erasmo Dias, que invadem a universidade e prendem cerca de novecentas pessoas. Dezenas de estudantes são feridos. No início dos anos 1980 o general João Batista Figueiredo, o último presidente militar, mandou demolir o prédio da Praia do Flamengo. Em 1983 a UNE se instalou no casarão da Rua do Catete, 234, onde funcionara, de 1912 a 1937, a Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Centro Acadêmico Cândido Oliveira (CACO). Esse prédio, desde 1943, pertencia à atual Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Com a redemocratização do país, a UNE voltou a funcionar legalmente e no seu interior se reproduzem, como antes, os embates entre as forças políticas do país. Não existe mais perseguição policial à entidade ou a seus representantes e dirigentes. A UNE participou ativamente do movimento pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Melo, acusado de corrupção. Com o rosto pintado de verde e amarelo, os estudantes tiveram uma importante atuação na mobilização popular pelo impeachment, levando às ruas o movimento dos caras-pintadas. O presidente da UNE era Lindbergh Farias, eleito senador pelo PT em 2010. Retomando a tradição de apoio e divulgação da cultura, desde 1999 a UNE vem realizando Bienais de Cultura e Arte. Dessas Bienais surgiu o embrião do Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA). Diretores da UNE, intelectuais, artistas e uma equipe técnica formaram a “Caravana Universitária de Cultura e Arte Paschoal Carlos Magno”, que percorreu quinze cidades por todo país, entre outubro e novembro de 2004, mobilizando os estudantes para a criação de novos CUCAs. A V Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE foi realizada no início de 2007, no Rio de Janeiro. O CUCA faz parte do projeto “Pontos de Cultura” do Ministério da Cultura (MinC). Um plebiscito nas universidades resultou no apoio à eleição de Luís Inácio da Silva em 2002. No governo do presidente Lula a UNE atuou nos debates sobre a reforma universitária, a avaliação das universidades, a política de investimentos no ensino universitário público e a regulação do setor privado. Pela primeira vez em sua história, a UNE passou a apoiar as posições do governo.

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