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Bem Vindo

Ao portal de informações sobre Honestino Guimarães.
Idealizado por Luiz Carlos Monteiro Guimarães.
Responsáveis: Betty Almeida e Katia Aguiar.
Agradecimentos a: Maria Rosa Leite Monteiro (em memória)
Norton Monteiro Guimarães (em memória)
Sebastião Lopes Neto
Ivonette Santiago de Almeida
Salvador Coaracy
 

UNE

A União Nacional dos Estudantes (UNE) foi fundada em 11 de agosto de 1937, no I Conselho Nacional dos Estudantes. A primeira diretoria foi presidida pelo mineiro José Raimundo Soares. No ano seguinte, no II Congresso Nacional de Estudantes, no Rio de Janeiro, foi eleito o primeiro presidente oficial da UNE, o gaúcho Valdir Ramos Borges. O II Congresso chamava os estudantes brasileiros à luta “pela indústria siderúrgica nacional”. No III Congresso, em agosto de 1939, o presidente eleito, Trajano Pupo Neto, criou a carteira única de estudante e pediu o reconhecimento oficial da UNE como órgão máximo representativo dos estudantes. Em 11 de outubro de 1942, o presidente Getúlio Vargas, pelo decreto-lei número 4080, institucionalizou a UNE como entidade representativa dos estudantes universitários brasileiros. A UNE realizou passeatas e mobilizações contra o nazismo e a política dos países do Eixo e em dezembro, em uma grande manifestação, ocupou o prédio do Clube Germania, na Praia do Flamengo, 132, onde se reuniam alemães simpatizantes do nazismo. Getúlio Vargas doou o prédio aos estudantes, que ali instalaram a sede da UNE.
Em 1943 a UNE foi às ruas para exigir que o Brasil participasse da 2ª Guerra Mundial, enviando tropas para lutar contra o nazismo. Em 1947 liderou a campanha O Petróleo é Nosso, pelo monopólio estatal do petróleo. Durante o período de 1950 a 1956 a presidência foi ocupada por estudantes de direita, ligados à Aliança Libertadora Acadêmica, braço universitário da UDN (União Democrática Nacional, partido político de direita). Em 1956, os estudantes progressistas recuperaram a presidência, com a eleição de José Batista de Oliveira Júnior. Nesse ano, a UNE e sindicatos operários criaram a União Operário-Estudantil Contra a Carestia e com outras instituições brasileiras a UNE formou a Frente de Mobilização Popular, defendendo a reforma universitária e mudanças sociais. A UNE organizou campanhas de denúncia da exploração dos minérios por companhias estrangeiras e contra a esterilização de mulheres brasileiras, realizada em regiões pobres do país, sem informar essas mulheres e sem pedir seu consentimento. No começo da década de 1960, na gestão de Aldo Arantes, cresceu o movimento pela reforma universitária, surgiu o Centro Popular de Cultura (CPC) da UNE e foi criada a UNE Volante, que percorria o país levando atividade cultural e política. No dia do golpe militar, 1o de abril de 1964, a sede da UNE foi invadida e incendiada por paramilitares da direita, membros do Movimento Anticomunista (MAC). O acervo do CPC – discos, livros, documentos e filmes – foi destruído. Ninguém jamais foi responsabilizado por isso. O colunista social Ibrahim Sued, nas páginas do jornal O Globo, elogiou a ação dos incendiários. Nessa época, o presidente da UNE era José Serra. Mas a UNE continuou respeitada pelos estudantes e lutou incansavelmente contra a ditadura. Em 1964 a Lei 4.464, apelidada de lei Suplicy (Flávio Suplicy de Lacerda era ministro da educação), criou o Diretório Nacional de Estudantes (DNE), os Diretórios Estaduais de Estudantes (DEEs) e os Diretórios Acadêmicos (DAs) por escolas. Muitos Centros Acadêmicos transformaram-se em diretórios acadêmicos, de acordo com a lei Suplicy, para que pudessem funcionar legalmente.

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