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Bem Vindo

Ao portal de informações sobre Honestino Guimarães.
Idealizado por Luiz Carlos Monteiro Guimarães.
Responsáveis: Betty Almeida e Katia Aguiar.
Agradecimentos a: Maria Rosa Leite Monteiro (em memória)
Norton Monteiro Guimarães (em memória)
Sebastião Lopes Neto
Ivonette Santiago de Almeida
Salvador Coaracy
 

FEUB

Ao fim de quase um ano de AI-5, em 17 de novembro de 1969, o reitor Caio Benjamin Dias enviava ao general Dióscoro Gonçalves do Vale, Comandante Militar do Planalto e da 11ª Circunscrição Militar, o ofício FUB-C-068-69, informando que “a aplicação de dispositivos estatutários” “livrou a UnB da quase totalidade dos estudantes indisciplinados”. Relata ainda a “supressão” da sede da FEUB no campus e “alguns meses depois, a proibição do funcionamento da entidade, por força do decreto no 64.305, publicado no Diário Oficial de 2 de abril de 1969”. Mesmo assim, a FEUB resistiu. Em 10 de outubro de 1972, os estudantes Abaetê Sassi e Mário Bastos Pereira Rego foram acusados pela procuradora militar substituta,Renée Solange Fonseca França de terem sido “eleitos dirigentes da entidade ilegal FEUB, permanecendo no cargo pelo menos até julho de 1970”. Carol Stalin Pires Leal foi acusado pela procuradora de, na condição de “Membro do Diretório do ICA, da UnB, em reunião realizada em março de 1970, (ter votado) a favor de seu relacionamento com a entidade ilegal FEUB”. Em 24 de maio de 1976, na 160a sessão do Conselho Diretor da FUB, são comentadas pelo reitor José Carlos Azevedo as eleições para o Diretório Universitário da UnB. Azevedo diz que a propaganda eleitoral das duas chapas Oficina e Unidade incita à luta de classes e à contestação da ordem vigente e suspende as eleições.
Hoje a organização estudantil não é mais crime. A voz dos estudantes não é mais calada e amordaçada pela prisão, tortura, assassinato, graças à luta de entidades como a FEUB, que ajudou a colher os frutos democráticos de hoje. A FEUB é parte da história da resistência ao arbítrio no país. Os que tentaram destruí-la foram vencidos pela luta incansável das sucessivas gerações de estudantes que passaram pela UnB e o Diretório Central dos Estudantes Honestino Guimarães sucedeu a FEUB como organização representativa dos estudantes da UnB. As universidades privadas do Distrito Federal também criaram suas representações estudantis, que formam hoje, junto com o DCE Honestino Guimarães, a Federação dos Estudantes Universitários de Brasília e Entorno (FEUBE). O Grêmio do Elefante Branco, colégio onde Honestino estudou ao chegar a Brasília chama-se também Honestino Guimarães.

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