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Bem Vindo

Ao portal de informações sobre Honestino Guimarães.
Idealizado por Luiz Carlos Monteiro Guimarães.
Responsáveis: Betty Almeida e Katia Aguiar.
Agradecimentos a: Maria Rosa Leite Monteiro (em memória)
Norton Monteiro Guimarães (em memória)
Sebastião Lopes Neto
Ivonette Santiago de Almeida
Salvador Coaracy
 

FEUB

A sede da FEUB era frequentada regularmente pelos estudantes da UnB. Os diretores, embora tomando suas precauções por causa dos mandados de prisão, frequentavam a sede, onde também eram recebidos diretores da UNE, que periodicamente vinham à UnB para intervenções em assembléias e contatos com a massa estudantil. O próprio reitor Caio Benjamin Dias declarou em ofício ao Comandante da 11ª Circunscrição Militar que “a Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (FEUB) (…) exercia liderança incontestável entre os estudantes…”. Um IPM que tentou acusar a FEUB de receber dinheiro de Brizola, vindo do Uruguai não chegou a prosperar, pois o tesoureiro Marcus Vinicius Goulart Gonzaga mantinha guardados todos os recibos dos comerciantes de Brasília que anunciavam no jornal da FEUB. A movimentação estudantil na UnB, liderada pela FEUB independente e crítica, era certamente considerada uma afronta pelas autoridades universitárias da época.
Desde 1965, reitores da UnB chamavam a polícia para invadir o campus. Depois de uma invasão, ocorrida no dia 23 de junho de 1968, Honestino, presidente da FEUB, faz uma lista dos bens retirados da FEUB: “3 máquinas de escrever”; “43 bolsas com emblema da UnB, compradas (…) conforme recibo pelo preço unitário de NCr$16,00; “NCr$32, apurados com a venda de duas bolsas”; “5 grampeadores, 2 caixas de carbono, 5 caixas de estêncil, 15 milheiros de papel Buffon, carimbos e todo o restante material de escritório; 2 caixas de estêncil a álcool; luminoso com o nome da entidade; mais de 100 pastas de classificadores de arquivo; 15 pincéis atômicos; 5 tubos de tinta para mimeógrafo; 1 caixa de grampos; 1 caixa de grampos para classificador“, além de textos e apostilas.
Em 29 de agosto de 1968, a pretexto de fazer cumprir uma ordem de prisão contra Honestino e mais sete estudantes da UnB (José Antônio Prates, Lenine Bueno Monteiro, Mauro Burlamaqui, Nilson Curado, Paulo Sérgio Cassis, Paulo Speller e Samuel Babá) , uma força conjunta da Polícia do Exército, Polícia Civil, Polícia Militar e DOPS invadiu a UnB. Nenhuma autoridade universitária tomou a defesa de Honestino, arrancado da FEUB por policiais que romperam à força o cordão de estudantes que procuravam protegê-lo. Mauro Burlamaqui e Samuel Babá conseguiram esconder-se no ICC. Paulo Cassis e Paulo Speller ficaram no SGA-11, sob a proteção de professores (militares) que impediram a entrada de policiais. Além de espancar, prender estudantes e destruir material didático e científico da UnB, a polícia depredou e saqueou a sede da FEUB.
O protesto do deputado Márcio Moreira Alves contra a invasão, conclamando a população a boicotar o desfile de 7 de setembro e pedindo às moças que não dançassem nos bailes com os cadetes gerou um pedido do governo militar ao Congresso Nacional para cassar-lhe o mandato. A negativa gerou o Ato Institucional número 5, que fechou o Congresso e restringiu liberdades, anulando o habeas corpus.

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