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Bem Vindo

Ao portal de informações sobre Honestino Guimarães.
Idealizado por Luiz Carlos Monteiro Guimarães.
Responsáveis: Betty Almeida e Katia Aguiar.
Agradecimentos a: Maria Rosa Leite Monteiro (em memória)
Norton Monteiro Guimarães (em memória)
Sebastião Lopes Neto
Ivonette Santiago de Almeida
Salvador Coaracy
 

FEUB

Desde o início da UnB, em abril de 1962, seus estudantes tiveram a preocupação de criar uma associação que os representasse. A Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (Feub) foi registrada em cartório, ainda em 1962. Pela presidência da Feub passaram Rubem Azevedo Lima, Luiz Carlos Pontual, Mauro Burlamaqui, Honestino Monteiro Guimarães (hoje desaparecido) e José Antonio Prates. Seu último presidente foi Mario Bastos Pereira Rego, eleito em 1969. A sede da Feub era um barracão de madeira, em frente ao FE-3, onde funcionava a reitoria da UnB. Atrás havia outro barraco, o alojamento estudantil conhecido como Gueto, habitado pelo artista plástico Vicente do Rego Monteiro, professor do Instituto Central de Artes da UnB e não muito bem visto entre os estudantes por suas ideias fascistas. No prédio de madeira da Feub, que não devia ter mais de quinze metros de frente, havia várias salas, que além da Feub, abrigavam a Federação Atlética da UnB (Faunb) e alguns outros diretórios estudantis.
O Diretório Central dos Estudantes Secundaristas de Brasília (DCESB) congregava os estudantes da Caseb, Elefante Branco, Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), de Taguatinga, Centro Integrado de Ensino Médio (Ciem) e o Colégio Agrícola de Brasília (CAB). Depois de sucessivos despejos de diferentes locais da cidade, o DCESB também procurou guarida junto à Feub. Seu presidente, Honestino Guimarães, teve de vencer a oposição das diretorias da Feub, Faunb e dos outros diretórios para que os colegas secundaristas pudessem enfim ocupar uma sala no barracão de madeira. Seis meses depois do golpe militar, em 27 de outubro de 1964, o Congresso Nacional aprovou lei que extinguiu as Ligas Camponesas, a Central Geral dos Trabalhadores (CGT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e as Uniões Estaduais de Estudantes (UEEs), o que incluía a Feub.

Pelo Art. 36 do Decreto-lei no 314 de 13 março de 1967 (Lei de Segurança Nacional vigente antes do AI-5), era crime Fundar ou manter, sem permissão legal, (…) associação dissolvida legalmente, ou cujo funcionamento tenha sido suspenso. A pena era de 1 a 2 anos de prisão. Embora ilegal, a Feub funcionava abertamente. Era arrendatária do Campus Bar, emitia, em nome da UNE, carteiras de estudante (muito procuradas, porque garantiam meia entrada em cinemas e meia passagem em transportes coletivos), promovia atividades culturais e políticas, publicava um jornal, boletins e fazia convocações para assembléias e comunicados urgentes por meio de seu carro de som, que circulava em todo o campus.

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