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Bem Vindo

Ao portal de informações sobre Honestino Guimarães.
Idealizado por Luiz Carlos Monteiro Guimarães.
Responsáveis: Betty Almeida e Katia Aguiar.
Agradecimentos a: Maria Rosa Leite Monteiro (em memória)
Norton Monteiro Guimarães (em memória)
Sebastião Lopes Neto
Ivonette Santiago de Almeida
Salvador Coaracy
 

Mandado de Segurança Popular

Sei que a luta será longa e árdua. Mas acredito firmemente na força da atuação coletiva das massas. E esta luta sem a real participação das massas trabalhadoras não nos levará a nada. Das tentativas de atingir esses objetivos através de uns poucos, decididos e corajosos por certo, mas sem o apoio e a participação popular, todas se mostraram fracassadas. As ações armadas de pequenos grupos como assaltos a bancos, atentados e seqüestros revelam apenas um radicalismo inconseqüente que não leva a nada que não a radicalização artificial da repressão. Esta compreensão eu venho tendo desde que fui me comprometendo na luta do povo, não participei jamais dessas ações militares isoladas e sempre as critiquei e condenei. Sequer sou acusado disto pelas mentes férteis de invenções dos aparelhos repressivos. Mas refuto as acusações de “terrorista”, uma vez que os verdadeiros  terroristas estão no poder e usam do terror para aí se manter.

Esta tem sido a lição mais cara que tenho aprendido e se expressa em amor muito profundo à classe operária e ao povo brasileiro, assim como aos povos trabalhadores de todo o mundo. E num ódio muito profundo a todo este sistema de exploração de classe.

Ass. Honestino Monteiro Guimarães

Honestino pretendia enviar o Mandado de Segurança Popular a lideranças dos partidos políticos, a autoridades civis, militares e eclesiásticas. Infelizmente, na situação precária da clandestinidade, não conseguiu fazer isso. Entregou-o a sua companheira e a cada vez que saía de casa, recomendava-lhe que se não voltasse, ela o divulgasse entre o maior número de pessoas possível. Ela seguiu as recomendações, mas a prisão de Honestino sequer foi noticiada pelos meios de comunicação draconianamente censurados da época. O jornalista Henrique Goulart Gonzaga Júnior (Gougon) trabalhava na sucursal brasiliense do Jornal do Brasil e tentou publicar a notícia, mas foi impedido pelo editor Haroldo Holanda.

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