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Bem Vindo

Ao portal de informações sobre Honestino Guimarães.
Idealizado por Luiz Carlos Monteiro Guimarães.
Responsáveis: Betty Almeida e Katia Aguiar.
Agradecimentos a: Maria Rosa Leite Monteiro (em memória)
Norton Monteiro Guimarães (em memória)
Sebastião Lopes Neto
Ivonette Santiago de Almeida
Salvador Coaracy
 

Desaparecido

Eram três da madrugada, de 10 ou 11 de outubro de 1973, quando o aluno da Poli Carlos Eduardo Massafera ouviu uma pedrinha bater em sua janela e interrompeu o estudo para a prova de resistência dos materiais. Era o colega Marcio Wohlers, trazendo a má notícia. Carlos Eduardo foi correndo avisar o arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns, o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh e a Madre Cristina da prisão de Honestino, no Rio de Janeiro. Na manhã do dia 13, Maria Rosa Leite Monteiro recebeu em casa, em Brasília, um bilhete entregue por Alexandre Lafetá comunicando que Honestino havia sido internado, código combinado para avisá-la da prisão. Maria Rosa viajou para o Rio de Janeiro com o filho Norton. Conseguiram saber que Honestino tinha sido preso pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar), mas não puderam vê-lo, nem ficaram sabendo onde ele estava. Maria Rosa contratou advogados no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília. Encontrou apoio na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na maçonaria e em outros órgãos, mas Honestino não foi localizado nem visto por outros presos. Em dezembro de 1973, um general em Brasília deu autorização para Maria Rosa visitar Honestino no Pelotão de Investigações Criminais (PIC) de Brasília, no Natal. Ela avisou parentes e amigos, preparou ceia e presentes, mas no dia da visita, 24 de dezembro de 1973, depois de uma longa espera, avisaram-na de que Honestino não estava no PIC. A estudante Aparecida Schoenacker foi presa em São Paulo em janeiro de 1974 e ouviu de um investigador que Honestino estava morto. Em uma reunião com familiares de desaparecidos, em 1975, o general Golbery do Couto e Silva prometeu a Maria Rosa mandar buscá-la quando localizasse Honestino. Ela nunca mais teve notícias do general. O nome de Honestino começou a figurar nas listas de desaparecidos. Em 1992 o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), pela seção da OAB no DF, conduziu investigações sobre o paradeiro de Honestino, sem obter resultados conclusivos. O nome dele passou a ser o 48o no anexo da lei no 9.140, de 4 de dezembro de 1995, assinada por Fernando Henrique Cardoso. No dia 12 de março de 1996 a família recebeu uma certidão de óbito, tendo como data da morte o dia 10 de outubro de 1973, sem a causa da morte. Em 20 de setembro de 2013, Honestino foi oficialmente anistiado e foi pedida a retificação de seu atestado de óbito, para que nele constem como causa da morte os atos de violência que sofreu quando estava sob a custódia do Estado brasileiro. Norton, irmão de Honestino, chamou a atenção para o fato de que o termo “desaparecimento” encobre quatro crimes do Estado brasileiro: sequestro, tortura, execução extra-judicial e ocultação do corpo.